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quinta-feira, 30 de abril de 2009


A Renata, leitora do blog teve dúvidas sobre o armazenameno de células tronco. Nós enviamos as dúvidas a CordVida, segue abaixo:


Renata disse...
Tenho uma dúvida,a célula tronco coletada do meu filho seria útil apenas para seu irmão certo?Pque se meu filho tiver leucemia vou infundir sua propria célula que apresenta potencial de causar a doença?Outra questão atualmente no Brasil qtos transplantes de cel tronco ja foram realizados?

Resposta da CordVida
A célula tronco do cordão umbilical poderá ser útil pela própria pessoa ou pelo seu irmão. Estas células poderão ser utilizadas de forma autóloga ou alogênica (entre irmãos ou não aparentados).
O aparecimento de uma leucemia, como vários outros cânceres, é multifatorial, envolvendo fatores ambientais e genéticos. As células tronco do cordão umbilical não apresentam as alterações que caracterizam uma célula como leucêmica e os relatos que foram feitos sobre herança genética das leucemias são específicos para alguns subtipos raros de leucemia que aparecem no primeiro ano de vida.
Neste sentido, o uso de células tronco do cordão umbilical, mesmo sendo autólogas, é uma alternativa na impossibilidade de se utilizar uma amostra aparentada ou proveniente do banco público.
No Brasil, o número de transplantes utilizando células tronco do cordão umbilical está em cerca de 50. A CordVida já realizou 03 transplantes com amostras armazenadas no seu laboratório.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Células Tronco: Devo armazenar?


Roberto Waddington, presidente da Cordvida, conversou com a equipe Baby Guide Blog para esclarecer dúvidas frequentes sobre a importância do armazenamento das células tronco do cordão umbilical de seu bebê.

BG: O que são células tronco?
RW: Células que têm a capacidade de regenerar células do sangue e de diversos tipos de tecidos que compõem o corpo humano. As células-tronco adultas são encontradas em diferentes tecidos do corpo, principalmente no sangue do cordão umbilical e na medula óssea.
BG: Para que servem?
RW: Mais de 95 de doenças já foram tratadas com células-tronco. Hoje, são alternativas para o tratamento de doenças hematológicas e leucemias; doenças genéticas e do metabolismo e imunodeficiências. E as perspectivas futuras para doenças cardíacas como infarto agudo e cardipatias; neurológicos como paralisia cerebral e hipoxia neonatal e diabetes tipo I.

BG: Vou precisar?
RW: As atuais indicações terapêuticas, estudos demonstram que a probabilidade de uma pessoa vir a precisar de um transplante de células tronco em sua vida adulta é de 1 em 200 (ou 0,23%), semelhante ao risco de uma gestante de 32 anos ter um bebe com Síndrome de Down (1 em 461 ou 0,22%). Outro aspecto importante, se há histórico na família de doenças das quais a indicação de transplante é uma alternativa.

BG: Como é feita a coleta do sangue de cordão umbilical?
RW: O parto é o momento único de coletar células tronco de sangue de cordão umbilical. A coleta é realizada após o nascimento e não envolve risco nem para mãe e nem para bebe. O sangue do cordão umbilical é coletado em um bolsa e transportado para o laboratório onde será processado e congelado.

BG: Por quanto tempo as células tronco podem ficar armazenadas?
RW: Até o momento, a mais antiga amostra de células-tronco de sangue do cordão descongelada tinha 20 anos e estava intacta. Outros tipos de células humanas preservadas com sucesso por criogênese mantiveram-se viáveis por mais de 55 anos, inclusive células da medula óssea.

BG: Quais aspectos devo considerar na hora de escolher o laboratório para armazenar as células tronco?
RW: A relação com o laboratório escolhido para o armazenamento das células tronco do seu filho é longa, fique atento aos seguintes aspectos:
- tecnologia empregada no tanque de criopreservação, ou seja, tanques lacrados e robotizados (Bioarquivo) são os mais modernos e eficazes e são utilizados em bancos públicos e privados nacionais e internacionais. Nesses tanques na ocorre variação de temperatura. Outros tanques são semi automáticos (Alta Eficiencia) e há até 2 variações de temperatura.
- Observar se o laboratório tem alguma certificação internacional de qualidade , são muito bem vindas porque atesta a qualidade dos processos operacionais do labotatório.
- Outro aspecto super importante é se o laboratório faz a separação das células, ou seja, o sangue é composto de células vermelhas (hemáceas) e células brancas (leucócitos) mais plasma e outros. Processar significa, ficar somente com as células brancas onde se encontram as células tronco. Por isso que nos melhores laboratórios possuem equipamentos para separar essa os componentes do sangue.
- Localização do laboratório.

Fonte: Cordvida
Rua Alvarenga 2226 - Butantã São Paulo, SP 05509-006 (11) 3094-2673
cordvida@cordvida.com.br